UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
DISCIPLINA: TEMAS EM HISTÓRIA DE SERGIPE II
AULA 5 – “Fios do inesperado e da resistência...”: negros, índios, mestiços e mulheres em Sergipe no século XIX.
Comentário sobre os Mestiços
Os mestiços eram a maior parte da população livre em Sergipe no século XIX, eram visto com menosprezo pelos brancos que chegavam a chamá-los de “canalhas”.
Esse grupo de pessoas se concentrava nas periferias, tanto das vilas quanto das propriedades rurais, geralmente residiam em áreas de agricultura de subsistência, atividade pecuária ou em locais que não dependessem muito da produção de açúcar, pois o trabalho no engenho não era bem visto pela população livre, sendo considerado "indigno" para os homens livres e, assim, destinado aos negros. Porém, na segunda metade do século XIX, com a abolição do tráfico de escravos, os senhores de engenho em parceria com a Igreja Católica passaram a incentivar os mestiços a abandonar a sua “vida ociosa” e a trabalhar para suprir a carência trabalhadores escravos. A partir daí o trabalho começa a ser visto com algo divino que dignificaria a existência humana acabando com a vadiagem em que a população mestiça vivia.